sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A bateria, os prédios e a avenida

Seus corações vibravam intensamente ao som da bateria
No meio dos prédios, no meio da avenida.

Seus corpos gelavam e a chuva molhava a todos que os assistiam.

Essas pessoas eram eu e você;
As pessoas que trabalham todos os dias como eu e você,
As pessoas que sofrem, as pessoas que cansam as pessoas que vivem
A poesia do dia a dia, da miséria e a da alegria;
A vida operária e a vida barata em cada esquina.

Nas ruas as sombras e a corrida para não perder o ônibus
é a cultura, é a luta pela sobrevivência, a luta do capital,
Da coerção e do Estado;
é a contradição humana
bela e destruidora
 é a cultura em mim e em você.

2 comentários:

Alisson disse...

curti a colocação sócio-cultural no poema!
Congratulations!
xDD

Anônimo disse...

É uma verdadeira salada de informações e imagens! Parabéns!!

Raphael