quarta-feira, 18 de junho de 2014

As vezes não sabemos se estamos nos conhecendo ou apenas nos lembrando de nós mesmos;
Me contaram que continuamos renascendo, faz muito tempo;
Estamos jogando tempo fora, oh meu querido,
Nas noites em que converso com o vinho, não sei se encontro sua presença em mim, se sempre estivemos juntos ou vivemos tempos inusitados.
“Faz muito que não te vejo sorrir” disse ele, respondi sentando o copo “eu nunca parei de sorrir”;
Meus pés continuam aquecidos, assim como o meu coração.

É sempre verão para os meus olhos, ou é o que desejo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As conversas com o silêncio


















Qual será o timbre das conversas que não compreendemos?
 As conversas com o silêncio,
quando ele se aproxima ao pé do ouvido,
abrimos os olhos, procuramos ouvir,
Mas as conversas com o silêncio são frias demais.

Enquanto ele estava fora, reaproximei de mim mesma
fiz as perguntas ao espelho,
Desliguei as luzes, e aguardei pelo silêncio
E suas respostas reconfortantes.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

E enquanto está apenas fumando um cigarro...


















Acordar sem o seu cheiro pelo manhã
travesseiros vazios
as cobertas ainda estão reviradas,

As louças ficaram sobre a mesa,
chaleira apitando
Café da manhã,
com ou sem você.

Tendo de conviver com o assombro de mais um xícara ao lado
sob o som de
Todas aquelas músicas daqueles com os corações feridos
já tiveram eles de conviver com uma uma xícara vazia?



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Após uma velhice que nunca vivi

É plena segunda-feira
Cá estou eu, após o trabalho as 22hrs com a taça de vinho ao lado da cama.
Vanglorio-me por ser uma garrafa de 22 reais, um luxo para mim.
Está começando a esfriar, e é o vento gelado que sinto quando retorno para casa todos os dias.
Sei que tu não estarás mais nas minhas cobertas,
Ou na caixa de mensagens.
Se soubesse o que tenho tramado, embora seja muito mais uma prática, de uma ideia longínqua, quase abandonada.
Não me importa mais a natureza das ideias, ou as suas idades.
Não me importa mais a natureza do discurso, das desculpas ensaiadas, nem a natureza das palavras.
Que em breve mudaram radicalmente.

Com a batida do rock anos 80 ao fundo, eu me sinto como que se fosse jovem de novo, jovem após uma velhice que nunca vivi.

terça-feira, 26 de março de 2013

Nós não precisamos discutir mais


No último abraço senti a lâmina afiada em seu peito,
Agora era tarde.
Não precisamos discutir mais,
Olhavas para mim com seus olhos surpresos,
De quem não acredita.
Mas ali estava a faca estancando o coração amargo.
Desamparado.
Me afastei de você, enquanto via gelar o corpo que antes me aquecia.
Agora era certeza, não vamos discutir mais.



Pequena a música na consciência.
Will I forget in time.
You said I was on your mind.
There's no need to argue
No need to argue anymore
There's no need to argue anymore. Special”

domingo, 24 de março de 2013


Eu quero te colocar em baixo de uma pedra
Pra não mais ouvir.
Silenciar essa jornada.
Ah se eu pudesse.
Te colocar pra fora, pra madrugada chuvosa.
Te jogar fora.

terça-feira, 19 de março de 2013


Talvez estivesse seca,
Como as folhas no outono.

Por que não deságua em lagrimas a angustia que aperta o peito?
Por que não se desfaz a amargura?
O café está tão pesado, não há mais como adoçar, como disfarçar o temperamento. 

Em letras e palavras.
Nos parágrafos o sentido começa a aparecer, a imagem a se desenhar, o texto a se formar, o mal estar a desabar.
Que dosagem estranha é essa?

domingo, 10 de março de 2013

Todas as coisas nas quais eu acreditava estão quebradas no chão
bem agora, em frente aos meus pés.
Não tenho certeza do que vou fazer acerca disso...
Apenas passar por cima.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


















Era outra manhã chuvosa, eu já devia ter pressentido;
Que os dias que começam cinzentos acabam por igual.
A estrada fica pesada e não se sabe o porquê;
Olhamos para o lado tentando ver o ensolarado,
Mas só se vê é que está tudo ensopado.
Pela tempestade encapsulada de lágrimas disfarçadas.
Não adiantam as palavras,
é preciso compreender a mesma linguagem milenar das
gestualidades venusianas.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Em um domingo


Parece que as vezes é preciso ferir a si mesmo,
Para que o veneno que está dentro de nós saia.
Dói, mas depois que ele escorre, ficamos limpos de novo.
Curada para tentar outra vez.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nada é o mesmo

Hoje eu entendi
Não havia me dado conta
E todo esse tempo.

Trata-se da diferença.

A diferença entre olhar em seus olhos
e outros.
Não o mesmo.
Agora eu vejo.
Nada é o mesmo.
É como olhar para o próprio interno.
E Nada é o mesmo.




quarta-feira, 7 de novembro de 2012














Vivendo as escolhas da semana passada,
sempre os outros dias são diferentes dos amanhãs;
Do imaginado e do escolhido.

Hoje nada mais que o som da guitarra,
com a chuva que entra pela janela.
As coisas precisão ser recolhidas novamente.

Porque o pouco é muito?
De onde vem as percepções diferentes?
Existe alguma palavra pra isso?
Uma palavra logo abaixo a janela,
talvez eu possa ouvi-lá,
mesmo ficando aqui dentro.
Até encerrar o dia...

Desligar a luz, sentir os lençóis
e o coração ainda esta batendo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Apenas um pedaço de papel

Fazia tempo que nada se passava
com aquele pedaço de papel amaçado,
no interior de uma bolsa.
Ele esteve em tantos lugares, que não se lembrava mais ao certo daonde que tinha vindo.
Era muito facíl esquecer todas as suas razões.

Mas em algum setembro ele não floresceu mais.
Então percebeu que muito ele havia se esquecido.
Olhou para a primavera, mas ela estava tendo o efeito contrário,
dentro do coração tudo só murchava e nada desabrochava.

A chuva não tinha mais o mesmo efeito,
nem a música,
nem as palavras registradas.

 

 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Se meu relógio pudesse me dizer boa noite

Se meu relógio pudesse me dizer boa noite
muita coisa eu não lembraria.

Talvez em alguma esfera da vida
eu até sentiria
mas não se sabe ao certo
o que a memória faria.

Por muitas horas
eu apagaria;
Olharia para fora e só veria cinza.
Que frustração é a ausência,
Mas é a única fotografia dos corações partidos.