sábado, 15 de novembro de 2014

Todos parecemos estúpidos quando falamos de amor;
Como dizia Raul "para moçada lá do Pier é careta se alguém fala de amor"

Amor, ou, egos quebráveis.

Quando me sinto desse jeito...





quarta-feira, 6 de agosto de 2014


Que coisa é essa a de expectativas
Deixamos de ser crianças, e nesse processo
 alguns deixam de sentir,
outros deixam de sonhar,
outros de realizar.

E aqueles do clube da negação
que continuam sonhando
continuam sentindo
Esquecem que não são mais crianças.

Que solitário é esse clube,
como uma cabana de sonhos
mas vazia e cheia de eco.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

O problema com o tempo é que não há como voltar atrás.
O que sempre me deixou aflita,
em não perdê-lo,
preocupada com todas as possíveis dores que não poderia mudar,

Não estava em minhas mãos,
não tinha como fazer mais, como correr mais
como segurar mais.

As coisas escapam, entre as mãos, entre os pensamentos,
não havia como evitar.

Só seguir...
"Did I say I loathe you?
Did I say that I Want to
Leave it all behind?"



domingo, 3 de agosto de 2014

E quando a sua outra metade é um espírito livre


E quando a sua outra metade é um espírito livre;
precisa voar, tocar a terra,
sentir a brisa do vento em seus diferentes lares.

Sentir os raios do sol aquecer a pele nos mais variados ângulos do globo.
Você fica em casa, guardando o coração
aguardando a canção, gatinha manhosa,
a voz mansa, o coleguismo, o sorriso.

Sabes que quando a outra metade regressar estarás mais completa,
Sabes que até que se encontrem terá de passar;
da forma mais leve, para o caminho da reunião.

Espíritos de Júpiter, grandes, incontáveis,
fazem parte da vastidão
da exploração, um diferente tipo de curiosidade.

Quando um coração é uma casa,
E está aberta.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Encontros e Desencontros (um desabafo)

Estranho é o Amor
mistura preocupação, raiva, solidão, exatidão.

Encontros, desencontros,
Acasos
Ausências.
Perdão, compaixão
Finais e começos.


Raiva, um problema, mas nunca em vão

Estou tentando, com empenho e um bonito coração
todos os dias perfurado de alguma maneira, então sinto decepção.

Raiva, um problema, mas nunca em vão.
Tento engolir, me esforço a não desistir.

Por que estamos juntas aqui?
Por que tens de tratar-me assim?

Esqueça então.
Mais uma carta guardada, rasgada, esmagada.

Contos para a vida.




quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apenas escreva e escreva, era o que diziam, ao pé do ouvido. Quando nada mais faz sentido e você não quer sair da cama.
Quando não há mais nada que você possa fazer, as palavras fluem, do fundo à superfície e você transborda.

Não, você não quer ouvi-las. Partes, pedacinhos pequenos, de toda as nossas facetas.

Corações partidos, cabeças quebradas, raciocínios perdidos, sonhos esquecidos, as palavras vão te embalar, não importa o que for que estiver te quebrando, mesmo que não saiba que dia da semana é.

"Você nasceu para sonhar", me disseram, o que será que significa isso, em especial o que significa quando se está na multidão com o coração na mão. "Sentir, você nasceu apenas para sentir, então não se preocupe com  metas."


quarta-feira, 18 de junho de 2014

As vezes não sabemos se estamos nos conhecendo ou apenas nos lembrando de nós mesmos;
Me contaram que continuamos renascendo, faz muito tempo;
Estamos jogando tempo fora, oh meu querido,
Nas noites em que converso com o vinho, não sei se encontro sua presença em mim, se sempre estivemos juntos ou vivemos tempos inusitados.
“Faz muito que não te vejo sorrir” disse ele, respondi sentando o copo “eu nunca parei de sorrir”;
Meus pés continuam aquecidos, assim como o meu coração.

É sempre verão para os meus olhos, ou é o que desejo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As conversas com o silêncio


















Qual será o timbre das conversas que não compreendemos?
 As conversas com o silêncio,
quando ele se aproxima ao pé do ouvido,
abrimos os olhos, procuramos ouvir,
Mas as conversas com o silêncio são frias demais.

Enquanto ele estava fora, reaproximei de mim mesma
fiz as perguntas ao espelho,
Desliguei as luzes, e aguardei pelo silêncio
E suas respostas reconfortantes.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

E enquanto está apenas fumando um cigarro...


















Acordar sem o seu cheiro pelo manhã
travesseiros vazios
as cobertas ainda estão reviradas,

As louças ficaram sobre a mesa,
chaleira apitando
Café da manhã,
com ou sem você.

Tendo de conviver com o assombro de mais um xícara ao lado
sob o som de
Todas aquelas músicas daqueles com os corações feridos
já tiveram eles de conviver com uma uma xícara vazia?



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Após uma velhice que nunca vivi

É plena segunda-feira
Cá estou eu, após o trabalho as 22hrs com a taça de vinho ao lado da cama.
Vanglorio-me por ser uma garrafa de 22 reais, um luxo para mim.
Está começando a esfriar, e é o vento gelado que sinto quando retorno para casa todos os dias.
Sei que tu não estarás mais nas minhas cobertas,
Ou na caixa de mensagens.
Se soubesse o que tenho tramado, embora seja muito mais uma prática, de uma ideia longínqua, quase abandonada.
Não me importa mais a natureza das ideias, ou as suas idades.
Não me importa mais a natureza do discurso, das desculpas ensaiadas, nem a natureza das palavras.
Que em breve mudaram radicalmente.

Com a batida do rock anos 80 ao fundo, eu me sinto como que se fosse jovem de novo, jovem após uma velhice que nunca vivi.

terça-feira, 26 de março de 2013

Nós não precisamos discutir mais


No último abraço senti a lâmina afiada em seu peito,
Agora era tarde.
Não precisamos discutir mais,
Olhavas para mim com seus olhos surpresos,
De quem não acredita.
Mas ali estava a faca estancando o coração amargo.
Desamparado.
Me afastei de você, enquanto via gelar o corpo que antes me aquecia.
Agora era certeza, não vamos discutir mais.



Pequena a música na consciência.
Will I forget in time.
You said I was on your mind.
There's no need to argue
No need to argue anymore
There's no need to argue anymore. Special”

domingo, 24 de março de 2013


Eu quero te colocar em baixo de uma pedra
Pra não mais ouvir.
Silenciar essa jornada.
Ah se eu pudesse.
Te colocar pra fora, pra madrugada chuvosa.
Te jogar fora.

terça-feira, 19 de março de 2013


Talvez estivesse seca,
Como as folhas no outono.

Por que não deságua em lagrimas a angustia que aperta o peito?
Por que não se desfaz a amargura?
O café está tão pesado, não há mais como adoçar, como disfarçar o temperamento. 

Em letras e palavras.
Nos parágrafos o sentido começa a aparecer, a imagem a se desenhar, o texto a se formar, o mal estar a desabar.
Que dosagem estranha é essa?